vício 
ví.cio
sm (lat vitiu1 Defeito físico ou moral; deformidade, imperfeição. 2 Defeito que torna uma coisa ou um ato impróprios, inoperantes ou inaptos para o fim a que se destinam, ou para o efeito que devem produzir. 3 Falta, defeito, erro, imperfeição grave, viciação, viciamento. 4 Disposição ou tendência habitual para o mal. Hábito de proceder mal; ação indecorosa que se pratica por hábito. 6 Costumeira.7 Costume condenável ou censurável. 8 Degenerescência moral ou psíquica do indivíduo que, habitualmente, procede contra os bons costumes, tornando-se elemento pernicioso ao meio social, ou com este incompatível. 9 Desmoralização, libertinagem. 

abstinência 
abs.ti.nên.cia 
sf (lat abstinentia1 Ato de se abster. 2 Por excelência, privação de carne, ou caldo de carne, em cumprimento de preceito da Igreja, ou de voto especial. Jejum. 4 Castidade, continência.


***

Sempre fui uma pessoa escrava dos meus vícios. Vício de música, vício de coca cola, vício de café, vício de séries, vício de café (de novo porque esse é forte!), vício de compras, vício de twitter, vícios, vícios e mais vícios. E assim como quando um corpo tem fome quando fica sem comer, quando a gente não alimenta nosso vício vem aquela abstinência braba! Umas mais leves e aturáveis que as outras, mas a bendita abstinência sempre bate.

Há alguns meses atrás minha vida virou um caos. Me atolei de coisas para fazer no meu doutorado e estou andando sem tempo pra nada, nem pra respirar direito. Foi quando esse caos começou que eu percebi que uma coisa estranha e interessante estava acontecendo comigo. Mais ou menos um mês depois de eu entrar em um ritmo frenético de trabalho, estudos, trabalho, dar aulas, e mais trabalho, fui percebendo que eu estava ficando muito "vazia". Sabe quando você sente que tá faltando alguma coisa na sua vida? Um pedacinho de você que você perdeu por ai e não sabe onde está? Então. Eu estava assim, meio triste, sentindo que estava faltando algo na minha vida. No começo achei que era por causa do trabalho. Mas logo pense que não podia ser porque eu amo demais o que eu faço e por mais cansativo que seja, tenho prazer em levantar todos os dias e ir para o meu laboratório.

Eis que então, um belo dia, cheguei em casa e fui colocar em ordem os livros da minha estante (porque eu tenho um TOC com estantes bagunçadas e a minha estava uma zona). Fiquei umas duas horas colocando tudo em seu devido lugar e quando acabei olhei para aquela estante linda e organizada e percebi que fazia uns 45 dias que eu não pegava em um livro! Na hora eu confesso que fiquei um pouco assustada porque fazia muito tempo que eu não ficava sem ler nada, sem mesmo pegar em um livro. E ai, tirei um livro da estante e fui ler um pouquinho pra lembrar como era. Quase 5 horas depois eu terminei de ler o livro que tinha começado. E foi aí que minha vida voltou a fazer sentido. Quando eu terminei de ler, eu percebi que o grande vazio que eu tava sentindo era porque eu estava sem ler há muitos dias. E eu estava sentindo falta daquela coisa maravilhosa que é ler. Eu percebi que eu era mais dependente de leitura do que eu imaginava. Percebi que o meu dia a dia super corrido estava me deixando longe de uma das coisas que mais me dá prazer, e isto estava começando a me fazer mal. E quando eu peguei aquele livro na estante pra ler, foi como se uma luz acendesse, e tudo voltasse a fazer sentido.

Vocês podem achar que eu estou exagerando. Eu mesma não conseguia acreditar que eu realmente estivesse sentindo tanta falta de ler assim. Mas eu juro, eu estava com uma abstinência de leitura.

Depois desse dia eu li mais uns dois livros e fiquei umas três semana sem ler nada. E adivinhem o que aconteceu? A abstinência voltou! Eu não consigo explicar o que me dá quando fico muito tempo sem ler, mas não é uma coisa muito legal. Mas é só eu pegar um livro qualquer que seja que tudo volta ao normal.

Essa é mais uma daquelas coisas que só quem lê demais entende. Quando você pega o habito da leitura, muitas vezes isso acaba indo além do habito e se torna um (maravilhoso e prazeroso) vício. E aí, não dá pra ficar sem.

Não interessa qual ano está acabando. É sempre as mesma coisa. A última vez no ano que eu vou ver fulano ou ciclano, o último fim de semana do ano, o último filme que eu vou ver, a última música que eu vou ouvir, a última vez, a última coisa, último, última... Tudo isso com um sentimento de que temos que aproveitar cada última vez ao máximo, porque são as últimas vezes. E isso faz com que vivamos tão intensamente esses últimos dias do ano, aproveitando cada último segundo.
E em seguida, depois da tão esperada meia noite, nossa vida se enche com as primeiras vezes e primeiras coisas do ano novo. A primeira dança, a primeira noite, as primeiras palavras, as primeiras oportunidades. E tudo parece tão novo, tão fresh, que nossos corações e nossa alma se enche de esperança como se a partir deste dia, deste novo ano nós temos todas as oportunidades do mundo na nossa frente.
Mas vocês já pararam para pensar em como seria viver como se cada dia fosse o último e o primeiro do ano? Ou das nossas vidas? Como seria viver a vida intensamente como se fosse o último dia, e como seria ter nosso coração cheios de esperanças como se fosse o primeiro dia? E quem disse que não podemos viver assim?
A passagem de ano é só uma data, um detalhe. Muda o ano, mas a nossa vida continua a mesma. A grande mudança quem faz é a gente. Nós que decidimos o que fazer para mudar, quais oportunidades correr atrás e agarrar. E porque então esperar o ano começar para mudar? Porque esperar o ano acabar para aproveitar ao máximo cada segundo? Porque não viver cada dia como se fosse o último e o primeiro?

Pra quem gosta de um BOM romance com uma boa dose de drama, Nicholas Sparks é leitura obrigatória. Conhecido pelos famosos romances “O diário de uma paixão” e “Um amor para recordar”, Sparks já escreveu 18 livros, sendo que 7 deles já teve adaptação para as telonas (e espera-se mais um para o ano que vem). No Brasil, Sparks já teve 2 livros lançados pela Editora Arqueiro, 1 pela Editora Agir e 7 pela Editora Novo Conceito. Destes, eu tenho 8 no total, e só não li ainda os lançamentos mais recentes: A Escolha e O Casamento.



Confesso que sou muito fã dos romances de Nicholas Sparks e, na maioria das vezes, compro seus livros mesmo sem saber do enredo, confiando apenas no incrível talento do autor para romances. Porém, para quem já leu três ou mais livros dele, é impossível não notar que, apesar da genialidade do autor, alguns “fatos” se repetem na maioria das histórias, se não em todas. Esses pequenos fatos acabam se tornando verdadeiros clichês do autor, podendo dar a impressão de pura falta de criatividade, mas ao conhecer melhor seus livros e suas historias, percebemos que o talento de Sparks vai muito além desses clichês, e que apesar deles, ele consegue desenvolver cada história de maneira única.

Os clichês.
1 – Carolina do Norte
O primeiro clichê que eu notei ao virar leitora do Sparks foi: Todos os romances dele acontece na região da Carolina do Norte! Fiquei muito intrigada com isso, e ao ler um pouco sobre o autor descobri o porque disso: Nicholas Sparks mora na Carolina do Norte com a esposa e seus cinco filhos.


2 – Amor Impossível
Ao conhecemos melhor os romances de Nicholas, percebemos que a grande maioria dele gira em torno de uma coisa: Um grande amor que é impossível de acontecer. E é nessa impossibilidade que acaba girando a história. Seja porque esse grande amor aconteceu na adolescência e depois de adultos cada um seguiu sua vida, ou porque os dois se conheceram já adultos mas há algo que impede os dois de ficarem juntos, como a família ou mesmo a distancia física. E a graça do livro está justamente em ver a história desse grande amor, e o que os dois são capazes de fazer para ficarem juntos.  É justamente isso que diferencia um livro do outro, e é isso que Sparks sabe desenvolver muito bem, o jeito que cada coisa acontece, e o que leva cada história o casal ficar junto ou não.

3 – Morte
Falar em Nicholas Sparks e não falar de morte, não é falar em Nicholas Sparks. Em todos os livros dele tem alguma morte. Em algum lugar da história alguém vai morrer. Isso é fato. Claro que ele não sai por ai matando personagens simplesmente por matar. Sempre tem algo com a morte que é importante para a história, nem que seja pelo simples fato de dar uma injeção extra de drama para o enredo.  Nesse ponto, a genialidade de Sparks está em saber fazer com que uma morte seja importante para a história, a ponto de fazer com que essa morte seja o que vai fazer a historia valer a pena, ou o que vai dar justificativa a ela. Independente de alguém morrer no começo, no meio ou no fim, sempre vai ter uma morte, e essa morte vai ser sempre importante em algum ponto.

4 – Guerra
Em muito dos livros do Sparks, a guerra é um tema que aparece. Em todas as vezes o mocinho da história luta bravamente por seu país e esse poderá vir a ser o motivo da separação do casal, como em Querido John. A meu ver, isso só nos mostra o patriotismo e o orgulho de Nicholas pela bravura de seu país por sempre lutar pelo mundo. É o típico americano que se orgulha de ver as guerras que seu país se envolve. Não que eu concorde com isso, mas é justificável pela cultura dos norte americanos.

5 – Cartas
Voltando ao tema amores impossíveis, nos livros de Nicholas as cartas são verdadeiras aliadas dos corações apaixonados. Muitas vezes é usada como forma de comunicação entre os pombinhos que estão longe um do outro, ou como uma tentativa de comunicação. Outras vezes, as cartas aparecem como uma chave no desenvolvimento da historia, vinda de alguém que já partiu, mas deixou uma carta como um último conselho. Em um mundo onde a internet e as redes sociais dominam os meios de comunicação, as cartas permanecem com um ar de romantismo e Sparks abusa disso em suas histórias sempre que possível.

6 – Vinho
Um fato curioso, que eu já notei em alguns livros dele, foi a presença de uma bebida muito comum e apreciada pelo mundo: O Vinho. Já brinquei uma vez em meu twitter que o Nicholas estava tentando me deixar alcoólatra com seus livros, pois o vinho está presente em muitos de seus livros e quase sempre no mesmo contexto: A mocinha impossibilitada de viver sua vida ao lado do seu grande amor se casa com outro, e acaba adquirindo o costume de tomar todas as noites uma taça de vinho. Ai depois quando o mocinho a reencontra, ele acha estranho esse costume, e ela diz que foi uma forma eu ela achou de amenizar os problemas e o estresse do dia a dia. OU SEJA: Você não é feliz no amor, vai encher a cara! Brincadeiras a parte, esse é um fato que não sei se ele acaba usando de propósito ou se ele usa porque isso acaba fazendo parte de um senso comum. Mas, é uma coisa recorrente em suas histórias.



Bom, apesar de todos os clichês, Nicholas Sparks continua sendo um escritor brilhante. Ele consegue fazer com que cada história seja única, com que cada romance tenha sua beleza, sua particularidade. E eu tenho que confessar que apesar de esperar achar esses clichês sempre que começo um novo livro do Sparks, eu sempre termino de ler seus livros (em lágrimas) completamente surpresa com o modo que ele conduz a história, nos fazendo ficar ainda mais encantada em cada página. Espero ser um pouquinho do que ele é um dia. Valeu tio Nick!



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Quem nunca ouviu falar nesse livro e nas "mudanças" ele ele trouxe na vida de muitas mulheres ao redor do mundo? Pois é, eu também. Já tinha ouvido muita coisa a respeito dessa história, coisas boas, coisas ótimas, coisas não tão boas... Via sempre esse livro na prateleira das livraria, sempre no lugar nos "best sellers", e já tinha lido quinhentas vezes a opinião de Julia Roberts sobre ele: "Estou dando este livro de presente para todas as minhas amigas" e ficava pensando: "O que será que esse livro tem de tão bom?"



Até que um dia, a toa em casa, peguei o filme para assistir. Já que todo mundo falava tão bem do livro, vamos conhecer a história não é mesmo? Pois bem... Comecei a ver o filme e logo de cara fiquei encantada pela história, pela Liz e seus problemas. E claro, nos primeiros segundos do filme me identifiquei com ela. Cheguei então a parte que ela decide viajar por um ano e então parei o filme na hora. Todo o drama do divórcio, os problemas com o novo namorado, a decisão de ir viajar para se encontrar me deixou com uma curiosidade enorme, para saber o que vinha a seguir, o que essa tal viagem pelo mundo iria representar na vida dela. Eu não podia descobrir isso pelo filme. Se aqueles primeiros minutos já tinha me deixado maravilhada pela história, imagina o que seria o livro... EU PRECISAVA LER ESSE LIVRO!




Então, aproveitei que meu aniversário estava próximo e coloquei ele na lista de livros que eu queria de presente, e assim que eu ganhei ele, comecei a ler. Demorei um certo tempo para ler o livro (MUITO tempo na verdade). Em parte foi porque eu estava ocupadissima com a faculdade, não tinha tempo pra nada, parte porque eu não me achava "preparada" para ler o que vinha a seguir, e parte porque eu não queria de jeito nenhum acabar o livro.
A história toda é divida em três partes: Itália, Índia, Indonésia. Todos esses países começam com a letra I, que em inglês quer dizer "eu". Isso me parece um sinal bastante auspicioso para uma viagem de auto descoberta (p. 38 - Comer, Rezar, Amar). Cada país com 38 capítulos/histórias e sua particularidade. Tudo isso com um porquê, do número de capítulos, do porque da escolha de cada país.

Elizabeth Gilbert é uma mulher perdida. Depois de passar por um divórcio complicado, um namoro conturbado, ela resolve viajar para se encontrar consigo mesma, redescobrir o prazer de viver, se encontrar. Começa então pela Itália, pelo prazer de aprender uma língua nova, pelo prazer de comer comidas maravilhosas sem culpa, por simples prazer... Confesso que nesta parte do livro fiquei encantadissima com tudo. A história da Liz, os conflitos, sua personalidade, seu jeito de encarar a vida. É nessa parte que conhecemos quem é a Liz de verdade, e o que ela procura.
Seguimos então para a Índia, onde Liz decide ficar em um ashran, para praticar ioga, se encontrar com Deus. Comecei então a ler essa segunda parte do livro com um pouco medo. Tinha gostado tanto de ver a Liz se divertindo, comendo sem parar, saindo com seus amigos, que achei que esse período na Índia só meditando, seria extremamente entediante. Mas foi aí que me surpreendi! Nessa parte ela já está recuperada emocionalmente dos "traumas" pelo qual ela passou nos último tempos. Já descobriu novos prazeres na vida, e agora se vê pronta para finalmente resolver os seus problemas e então recomeçar da maneira correta. E ver isso acontecer com ela, é uma coisa incrível! É como presenciar o seu renascimento, onde ela resolve com ela mesma, tudo o que estava pendente. E então, vendo tudo isso, depois de me identificar com muitos problemas que ela teve, eu pensei: Se ela pode, por que eu não posso?
Da Índia, Liz segue para Indonésia, onde ela resolve finalmente recomeçar, depois de ter aprendido a aproveitar melhor a vida, e resolver os seus problemas, ela está pronta para ser uma nova Liz. E essa é uma fase divertissima. Além de ver ela transformada em uma nova pessoa, vemos Liz encarando um novo amor, sem os medos, sem os "vícios" que a fez errar no passado, e então vemos nascer uma nova esperança para ela. Completamente renovada, e apaixonada, vemos Liz superando ela mesma, saindo dessa incrível jornada uma mulher livre de si mesma.
Ao ver toda essa história, todos os conflitos, problemas que Liz passou, toda a transformação e o seu re-começo, me senti renovada, assim como ela. Pois ao ver que ela conseguiu passar por isso tudo, e como ela mesma diz, "administrar o seu resgate" por que eu não posso?

Bom, depois de ficar maravilhada com o livro, e colocar ele no lugar de meu "livro preferido ever" fui ver o filme... E confesso que decepcionei. Já tinha ouvido muito gente falar que o filme era ótimo, que o filme era chato, e depois de ler o livro ficava imaginando como uma historia daquelas poderia ser chata? A verdade é que o filme não passa nem 10% do que é essa viagem da Liz, de quem a Liz é de verdade e de tudo o que ela passou. No livro, por ser uma narrativa dela, em primeira pessoa, nós vemos ela contar histórias, se questionar, debater consigo mesma seus dilemas, problemas. Porém ao passar essa jornada para as telonas, tudo acabou ficando muito "parado".
Quem leu o livro pode sentir que falta algo ali. Para quem não leu, pode achar chato porque o filme não tem a grandiosidade do livro, mas pode achar incrível também, porque tem um pouco da essência da história sim. Não acho que seja um filme horrível. Longe disso! Foi por causa do filme que fiquei intrigada a ler o livro. E por ter lido o livro, vi que o filme não faz juz a ele.

Eu tenho a curiosa mania de sempre que leio alguma frase, parágrafo, capítulo de um livro que acho interessante ou que eu gosto muito, marco a página com um post-it. Essa mania veio na verdade da minha vó, que grifa o livro, porém como eu tenho uma dó gigante de riscar qualquer livro, eu coloco apenas um post-it para não "danifica-lo" muito. E claro que isso ia acabar acontecendo com "Comer, Rezar, Amar". Não só aconteceu como eu lotei o meu livro de post-it, chegando a colocar pouco mais de 40 marcadores nele. E acabo voltando ao livro sempre que me dá vontade de ver como a Liz superou tudo. Tem como não ser meu livro preferido?
Mas não posso negar, nunca, o quão incrível é a história, e o quão maravilhosa é Elizabeth Gilbert. E serei pra sempre grata a ela, e à Comer, Rezar, Amar...

Conheci o filme "Histórias Cruzadas" no ano passado, quando um amiga que já tinha visto o filme me falou muito bem dele e me indicou para assistir. Vi o trailler, e a temática do filme me chamou muito a atenção. Baixei, assisti, e amei! 


Passado alguns meses, entro em uma livraria e dou de cara com o livro "A Resposta", com a capa do filme, e então penso comigo mesma: Não, Não pode ser! Mas era... Um livro do filme "Histórias Cruzadas". Até então não sabia que havia mesmo um livro "The Help", e quando descobri o livro não podia ficar nada além de muito ansiosa parar lê-lo. E então, o Submarino fez mês passado uma promoção de livros, e eu não podia deixar de aproveitar a oportunidade e comprar esse livro! E comprei! Mas confesso que comprei pensando em dar ele de presente. Maaaas... Ao chegar em casa e abrir o pacotinho do livro, não resisti. Dei ele a mim mesma de presente! E que presente...
Li uma vez em uma sinopse que "Histórias cruzadas" é uma história atemporal e universal sobre a capacidade que os seres humanos tem de realizar mudanças. E é exatamente que o livro/filme se trata. Na história, três mulheres contam como é viver no Mississipi, no auge da segregação racial, buscando com isso fazer a diferença, buscando, cada uma a sua maneira, se libertar...



Devo confessar que, apesar de conhecer a história, o livro me surpreendeu! Não só por todos os detalhes a mais que não havia no filme (como uma história mais detalhada de Skeeter e Stuart, o dia a dia de Aibeleen e Minny), mas porque apesar do "grande" número de páginas, é uma história viciante e deliciosa de ler! É a típica história que você começa a ler e o livro te prende, não deixa você pensar em outra coisa a não ser: LER, LER, LER... Eu me surpreendi porque é muito fácil você viciar em um livro do seu estilo/autor favorito. Mas viciar em um livro que: (a) Não é do seu gênero favorito, (b) Você já conhece a história e sabe como termina... Bom, aí o livro tem que ser no mínimo MUITO BOM!
Demorei duas semanas para ler o livro... E confesso que dava o tempo de uns dois, três dias entre as leituras porque eu tava viciada demais. Tão viciada que sonhava com o livro todas as noite em que eu o lia! Sonhava que tava ajudando a Skeeter, brigando com a Hilly, que era amiga da Minny ou que era uma das crianças da Aibeleen. JURO! Todo dia que eu pegava o livro pra ler, eu sonhava com a história. Não conseguia tirar ela da cabeça. Eu estava muito viciada. Eu já tinha sonhado com livros antes... Mas nunca mais de um dia, nem que eu estivesse tão ligada a história a ponto de interagir com os personagens nos sonhos? Nunca... Mas o livro "A Resposta" me envolveu.
Apesar de eu ter ficado muito viciada no livro, o filme acabou me emocionando muito mais, me fazendo chorar mais de uma vez! E fica difícil dizer qual deles eu gostei mais... Gosto mais do livro em alguns aspectos, mais do filme em outros. Mas ambos são INCRÍVEIS! E um não substitui o outro... Amei, ambos!

Mais informações: A Resposta | Histórias Cruzadas

E você, já leu? Já assistiu? Comentem! :D