Já disse aqui no blog que não tinha lido ainda o livro "As probabilidades estatísticas do amor a primeira vista" não sabia porquê. Já estava com o livro na minha estante há alguns meses mas apesar de querer muito ler ele, nunca o fiz. Até que esta semana estava um pouco enroscada com algumas leituras e finalmente resolvi dar uma chance a ele... E graças à Deus que eu fiz isso!

Quem diria que quatro minutos poderiam mudar tudo?

Por causa de quatro minutos, Hadley perde o seu voo para Londres. Quatro minutos que a fazem esperar mais três horas pelo próximo avião na sala de embarque do aeroporto em Nova York. Quatro minutos que realmente mudaram tudo. Hadley não queria ir para Londres, não queria embarcar, e não queria ter que presenciar o casamento do seu pai com uma mulher que ela nem conhece. E por pura ironia (ou simplesmente por causa mesmo) do destino ela acaba se atrasando e tendo que esperar até o próximo voo.



É durante esta espera que ela conhece Oliver. Um jovem britânico que também está indo para Londres que que agora irá pegar o mesmo voo que ela. Ele se oferece para olhar a sua mala, os dois acabam indo tomar um lanche enquanto esperam a hora do seu embarque e assim os dois começam a se conhecer melhor. Hadley está totalmente irritada por todas as coisas que deram errado, por ter que ir ao casamento de seu pai, e principalmente por estar em um lugar que faz com que a sua claustrofobia venha a tona. Porém pouco a pouco a presença de Oliver começa a lhe acalmar e a deixar tudo menos desagradável. Dentro do avião, o destino trata se agir mais uma vez e os dois jovens acabam se sentando juntos, e Oliver continua fazendo com que a viagem de Hadley seja menos incomoda, chegando a ficar até mesmo prazerosa!

Talvez seja isso: a situação toda é muito surpreendente. Ficou tanto tempo preocupada com a viagem que não estava preparada para que uma coisa boa acontecesse, alguma coisa inesperada.

O livro todo narra a trajetória de Hadley desde a chegada no aeroporto antes de embarcar, até a noite do casamento do seu pai em Londres, 24 horas que como ela mesmo diz parecem que foram muito mais que isso. A história é sim clichê, daquelas que você sabe que só acontece em filme mas me surpreendi com algumas partes em que as coisas não aconteciam como deveriam acontecer nos filmes e cheguei a ficar um pouco apreensiva. Hadley é uma garota comum, que está apenas guardando muita raiva e ressentimento do seu pai por ele ter deixado ela e sua mãe, e ter recomeçado uma vida nova na Inglaterra. Já Oliver é um cara apaixonante, divertido, mas também muito enigmático. Como eu já disse, é uma história clichê sim. Mas ainda assim, é o tipo de história que nos deixa suspirando no final do livro e nos faz desejar um romance como esse. Super recomendado para quem está a procura de um romancezinho leve, divertido e cheio de amor.
 


O que me deixou feliz mesmo foi saber, logo que eu terminei o livro que esta história está ganhando uma adaptação para as telonas! Fiquei durante toda a leitura imaginando que aquela seria uma ótima história para um filmezinho, e quando eu terminei o livro uma amiga já me confirmou que isso vai acontecer! Yeeey! Vamos rezar para que seja uma boa adaptação e que também encha nossos corações de amor, não é mesmo?

Mas e vocês? Já leram esse livro? O que acharam? Também estão loucos para ver ele nas telonas? Me contem! Quero saber da opinião de vocês, também!
Um super beijo e até a próxima pessoal!

Imaginem uma pessoa que todo dia acorda em um corpo diferente. Assim é a vida de "A". Uma pessoa que não tem gênero definido, nem um corpo que seja seu, mas que todos os dias acorda dentro do corpo de outra pessoa. Cada dia uma pessoa diferente. Quando vi que essa era a história que o livro "Todo dia" contava, confesso que não fiquei muito interessada nele. O que tem de interessante nisso? Mas ouvi tantas pessoas falando bem, que fiquei curiosa e fui conferir. E o melhor de tudo, não me arrependi!


Acordo.
Imediatamente preciso descobrir quem sou. Não se trata apenas do corpo - de abrir os olhos e ver se a pele do braço é clara ou escura, se meu cabelo é comprido ou curto, se sou gordo ou magro, garoto ou garota, se tenho ou não cicatrizes. O corpo é a coisa mais fácil à qual se ajustar quando se está acostumado a acordar em um corpo novo todas as manhãs. É a vida, o contexto do corpo, que pode ser difícil de entender.
Todo dia sou uma pessoa diferente. Eu sou eu, sei que sou eu, mas também sou outra pessoa.
Sempre foi assim.

A é uma pessoa que durante os seus 16 anos nunca teve a oportunidade de viver a própria vida. Todo dia A acorda no corpo de uma pessoa diferente, todo dia A tem que viver a vida desta pessoa, e torcer para que o dia acabe sem que isso tragam problemas para vida do dono/dona do corpo que ele habita. Nesse tempo todo, A aprendeu a lidar com essa situação. Ele sabe que não deve interferir na vida das pessoas ao qual corpo ele habita. Sabe que não deve se apegar também à família, amigos, nada, porque no dia seguinte ele estará vivendo no corpo de outra pessoa.

Porém, um certo dia ele acorda no corpo de Justin. Como mais um dia normal, A tenta viver a vida de Justin como se fosse a vida dele, e tenta fazer o que Justin faria. E aí ele acaba conhecendo Rhiannon, namorada de Justin. Ele logo percebe que Justin não é um bom namorado, e não da à Rhiannon a atenção e carinho que ela merece, e por mais que ele saiba que não deva mudar as coisas, ele resolve fazer do Justin um bom namorado pelo menos por aquele dia. E aí que tudo começa. A fica tão tocado por perceber como Rhiannon é uma garota doce, e quer dar a ela dias incríveis todo dia. Mas como ele poderia fazer isso estando em um corpo diferente a cada dia? Como ele poderia se aproximar dela sendo uma pessoa diferente todo dia? Aí está a grande sacada do livro.

Quero oferecer um dia bom a ela. Um único dia bom. Tenho andado por aí há tanto tempo sem nenhum objetivo, e agora este objetivo efêmero me foi dado; eu sinto como se tivesse me sido dado. Só tenho um dia para oferecer; então por que não pode ser um dia bom? Por que não posso compartilhá-lo com alguém? Por que não posso levar a música do momento e ver quanto pode durar? As regras podem ser apagadas. Posso aceitar isso. Posso oferecer isso.

Apesar de ter apenas 16 anos, A tem uma bagagem muito mais completa do que muita gente de 70 anos. Por acordar cada dia em um corpo diferente, uma família diferente, em um cenário diferente, ele aprendeu ao longo da sua vida a lidar com diversas situações, diversos tipos de pessoa. Com o passar da história, vamos nos deparando com a angustia de A de não pertencer a ninguém ou a nenhum lugar, e vamos nos solidarizando com ele, nos apegando de um jeito... É impressionante ver o modo com que A consegue se adaptar às diversas situações, à pessoas diferentes, à personalidades completamente opostas.


Toda essa itinerância de A entre diversos corpos diferentes nos trás a visão de diversos temas e situações do nosso dia a dia que não conseguimos olhar no nosso dia a dia do jeito que A nos faz olhar. E ao ver tudo isso por um angulo diferente, começamos a traçar paralelos no nosso próprio dia a dia, e pensar em quantas pessoas, quantas situações nós negligenciamos por não prestar atenção. Por trás de toda história de A e Rhiannon, David Levithan nos traz muitas reflexões sobre a nossa própria vida, e isso foi sem dúvida uma das coisas mais incríveis que esse livro poderia ter me dado.

Isso tudo, sem falar do final incrível e surpreendente que David traz pra gente. É um desfecho incrível e perfeito para história, e apesar de achar que A merecia mais, acho que tudo o que aconteceu, aconteceu na maneira exata.

Se tem uma coisa que eu aprendi, é isso: todos nós queremos que tudo fique bem. Nem mesmo desejamos que as coisas sejam fantásticas, maravilhosas ou extraordinárias. Satisfeitos, aceitamos o bem, porque, na maior parte do tempo, bem é o suficiente.

Apesar do final perfeito, em agosto será lançado nos EUA a continuação de "Todo dia". O livro "Another day" já tem capa e contará a história do primeiro livro pela visão de Rhiannon. Eu particularmente não estão tão empolgada assim por esse livro porque não sou muito fã de livros que contam a mesma história de outros que eu amo, mas com ponto de vista de outra pessoa. Na minha opinião isso acaba com toda graça do primeiro livro. Mas enfim, quem sabe eu não dê uma chance a ele quando ele for lançado aqui?


E você? Já leu "Todo dia"? Pretende ler um dia? Me conta aqui o que você achou ou suas expectativas pra leitura e/ou para a continuação dele!
Um beijo pessoal, e até a próxima!

** Post feito em parceria com o Blog Provare **