Não interessa qual ano está acabando. É sempre as mesma coisa. A última vez no ano que eu vou ver fulano ou ciclano, o último fim de semana do ano, o último filme que eu vou ver, a última música que eu vou ouvir, a última vez, a última coisa, último, última... Tudo isso com um sentimento de que temos que aproveitar cada última vez ao máximo, porque são as últimas vezes. E isso faz com que vivamos tão intensamente esses últimos dias do ano, aproveitando cada último segundo.
E em seguida, depois da tão esperada meia noite, nossa vida se enche com as primeiras vezes e primeiras coisas do ano novo. A primeira dança, a primeira noite, as primeiras palavras, as primeiras oportunidades. E tudo parece tão novo, tão fresh, que nossos corações e nossa alma se enche de esperança como se a partir deste dia, deste novo ano nós temos todas as oportunidades do mundo na nossa frente.
Mas vocês já pararam para pensar em como seria viver como se cada dia fosse o último e o primeiro do ano? Ou das nossas vidas? Como seria viver a vida intensamente como se fosse o último dia, e como seria ter nosso coração cheios de esperanças como se fosse o primeiro dia? E quem disse que não podemos viver assim?
A passagem de ano é só uma data, um detalhe. Muda o ano, mas a nossa vida continua a mesma. A grande mudança quem faz é a gente. Nós que decidimos o que fazer para mudar, quais oportunidades correr atrás e agarrar. E porque então esperar o ano começar para mudar? Porque esperar o ano acabar para aproveitar ao máximo cada segundo? Porque não viver cada dia como se fosse o último e o primeiro?
Pra quem gosta de um BOM romance
com uma boa dose de drama, Nicholas Sparks é leitura obrigatória. Conhecido
pelos famosos romances “O diário de uma paixão” e “Um amor para recordar”,
Sparks já escreveu 18 livros, sendo que 7 deles já teve adaptação para as
telonas (e espera-se mais um para o ano que vem). No Brasil, Sparks já teve 2
livros lançados pela Editora Arqueiro, 1 pela Editora Agir e 7 pela Editora
Novo Conceito. Destes, eu tenho 8 no total, e só não li ainda os lançamentos
mais recentes: A Escolha e O Casamento.
Confesso que sou muito fã dos romances de Nicholas Sparks e, na maioria das vezes, compro seus livros mesmo sem saber do enredo, confiando apenas no incrível talento do autor para romances. Porém, para quem já leu três ou mais livros dele, é impossível não notar que, apesar da genialidade do autor, alguns “fatos” se repetem na maioria das histórias, se não em todas. Esses pequenos fatos acabam se tornando verdadeiros clichês do autor, podendo dar a impressão de pura falta de criatividade, mas ao conhecer melhor seus livros e suas historias, percebemos que o talento de Sparks vai muito além desses clichês, e que apesar deles, ele consegue desenvolver cada história de maneira única.
Os clichês.
Elizabeth Gilbert é uma mulher perdida. Depois de passar por um divórcio complicado, um namoro conturbado, ela resolve viajar para se encontrar consigo mesma, redescobrir o prazer de viver, se encontrar. Começa então pela Itália, pelo prazer de aprender uma língua nova, pelo prazer de comer comidas maravilhosas sem culpa, por simples prazer... Confesso que nesta parte do livro fiquei encantadissima com tudo. A história da Liz, os conflitos, sua personalidade, seu jeito de encarar a vida. É nessa parte que conhecemos quem é a Liz de verdade, e o que ela procura. Bom, depois de ficar maravilhada com o livro, e colocar ele no lugar de meu "livro preferido ever" fui ver o filme... E confesso que decepcionei. Já tinha ouvido muito gente falar que o filme era ótimo, que o filme era chato, e depois de ler o livro ficava imaginando como uma historia daquelas poderia ser chata? A verdade é que o filme não passa nem 10% do que é essa viagem da Liz, de quem a Liz é de verdade e de tudo o que ela passou. No livro, por ser uma narrativa dela, em primeira pessoa, nós vemos ela contar histórias, se questionar, debater consigo mesma seus dilemas, problemas. Porém ao passar essa jornada para as telonas, tudo acabou ficando muito "parado".
Quem leu o livro pode sentir que falta algo ali. Para quem não leu, pode achar chato porque o filme não tem a grandiosidade do livro, mas pode achar incrível também, porque tem um pouco da essência da história sim. Não acho que seja um filme horrível. Longe disso! Foi por causa do filme que fiquei intrigada a ler o livro. E por ter lido o livro, vi que o filme não faz juz a ele.
Eu tenho a curiosa mania de sempre que leio alguma frase, parágrafo, capítulo de um livro que acho interessante ou que eu gosto muito, marco a página com um post-it. Essa mania veio na verdade da minha vó, que grifa o livro, porém como eu tenho uma dó gigante de riscar qualquer livro, eu coloco apenas um post-it para não "danifica-lo" muito. E claro que isso ia acabar acontecendo com "Comer, Rezar, Amar". Não só aconteceu como eu lotei o meu livro de post-it, chegando a colocar pouco mais de 40 marcadores nele. E acabo voltando ao livro sempre que me dá vontade de ver como a Liz superou tudo. Tem como não ser meu livro preferido?
Mas não posso negar, nunca, o quão incrível é a história, e o quão maravilhosa é Elizabeth Gilbert. E serei pra sempre grata a ela, e à Comer, Rezar, Amar...
Devo confessar que Emily Giffin é realmente uma escritora sensacional! Quem nunca leu um livro dela não sabe o que está perdendo. Ícone do chick-lit, Emily faz cair por terra aquele senso comum de que "Todo começo de livro é meio chatinho". Não, nenhum começo de livro dela é chato, sem graça. Ela sabe como prender a atenção do leitor com histórias incríveis que chamam a atenção desde o primeiro capítulo. Com ela não aquilo de "Ai, to só no começo, não sei se a história é realmente boa." Emily consegue mostrar a essência da história logo no começo, e você já sabe se vai gostar ou não da história nas primeiras páginas.
Em "Presentes da Vida" vemos Darcy começando uma nova fase da sua história. Grávida, com o noivado com o cara perfeito terminado, e namorando o pai do seu filho, alguém exatamente oposto ao esteriótipo de homem ideal para Darcy, ela está determinada a superar a humilhação do fim do noivado e começar uma vida nova com o homem pelo qual ela está apaixonada. Porém, ela percebe que não é tão fácil assim...Porém, apesar de estar em outro país, Darcy continua sendo a mesma pessoa de sempre. Pensando sempre nela antes de qualquer coisa, percebemos que Darcy é daquele jeito porque ela não sabe não ser assim, porque ninguém nunca pediu para ela ser de outro, ao contrario, todos sempre mimaram, incentivaram ela a ser assim. E então, com o progresso da gravidez, e sem nenhuma mudança significativa, ela percebe que a mudança tem que partir dela, do modo como ela se relaciona com as pessoas, do modo como ela encara a vida. E então, somos testemunhas de uma crescente mudança em Darcy, mostrando que independente do tempo, todas as pessoas são capazes de crescer, e melhorar!










